Entenda o que você PRECISA saber sobre Economia, de forma simples!


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O que você sabe sobre economia? Quantas vezes você já ouviu falar sobre aumentos/cortes na Selic na televisão? Você investe em ativos atrelados ao CDI, mas sabe realmente o que é o CDI? E a Inflação, que tanto escutamos e detestamos, sabe realmente o que é?

Estes são dados básicos da nossa economia, e é extremamente necessário que tenhamos conhecimento deles para começar a fazer investimentos da forma correta, procurando se proteger deles e ao mesmo tempo ganhar vantagem com eles.

Quero deixar claro que há outros diversos índices econômicos com importância elevada, mas não tanto quanto estes. Irei procurar explicar de uma maneira simples, sem nenhum termo técnico. Quero que você, a partir de hoje, entenda como funciona e fique atento nas notícias, visto que eles poderão guiar seus investimentos.

É claro que entender de economia de uma forma geral é muito importante.

E mais importante que isso, é você saber economizar dinheiro e saber como sair da poupança e começar a investir de verdade.

Taxa SELIC

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Para começar a entender sobre economia, o primeiro passo é entender o que é a taxa SELIC.

A taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é uma ferramenta de política monetária. Essa taxa tem sua meta definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) e é utilizada pelo Banco Central para Fazer o controle das taxas de juros do Brasil.

Acredito que lendo esse parágrafo acima você não conseguiu entender nada do que é a SELIC, estou certo? Isso é o que encontramos aos montes na internet. Esse conceito bruto não resolve nossos problemas em saber o que nós temos a ver com isso. Explicarei de uma forma que seja fácil de entender o que é.

Diariamente no Brasil, existem dezenas de milhares de transferências bancárias ocorrendo. É dinheiro sendo transferido de um banco para o outro aos milhares. Não apenas as transferências, mas o simples pagamento de um boleto, nada mais é que transferir dinheiro da sua conta no banco X para uma conta da empresa que você comprou o produto/serviço que tem conta no banco Y.

Estes bancos tem a necessidade de ter um valor mínimo em “caixa” para seu saldo em conta não fique abaixo do saldo de segurança. Fazendo um breve exemplo, digamos que, por conta das diversas transferências que ocorreram num determinado dia, o Banco do Brasil ficou com um saldo em sua conta de 230 milhões de reais ao final deste dia. Os analistas do Banco do Brasil sabem que o saldo mínimo de segurança que o banco deve ter em conta é de 300 milhões de reais.

Ok, e agora?

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Pra onde o Banco do Brasil vai recorrer? Tanto o Banco do Brasil, como os demais bancos comerciais (Itaú, Bradesco, Santander, etc) poderão sempre recorrer ao BACEN (Banco Central do Brasil) para pegar este empréstimo. E adivinha qual a taxa diária que o BACEN irá cobrar? Exatamente, a taxa SELIC, decidida pelo Copom.

Isso quer dizer que o BB poderá pegar o dinheiro emprestado e pagar o valor da taxa SELIC para o BACEN. Esse empréstimo tem a duração de 1 dia apenas, visto que amanhã o Banco do Brasil poderá ter mais dinheiro que necessita para sua segurança.

Mas vamos pensar um pouco. Como são transferências entre os bancos, isso quer dizer que foi de um banco para outro, certo? Então quer dizer que, se está faltando no BB, está sobrando em outro banco comercial? Correto. O BB, e qualquer outro banco comercial, poderão recorrer aos seus concorrentes. Você acha que estes bancos comerciais ficarão com dinheiro parado em suas contas, sem gerar nenhum tipo de lucro para eles? Até parece…

Aí começa a lei da oferta e demanda entre os bancos. O BB que está precisando de dinheiro emprestado entra em contato com outros bancos para ver qual está sobrando. Digamos que o Banco Itaú tenha dinheiro sobrando em seu caixa neste mesmo dia. O Itaú não irá ficar com esse dinheiro parado na conta. Ele negocia com o BB, e ele mesmo faz o empréstimo para o BB, cobrando uma taxa um pouco menor que a SELIC, visto que se for cobrar a mesmo taxa, o BB iria procurar o BACEN para pegar dinheiro emprestado e não um concorrente direto.

Vale fazer uma pausa para enfatizar que é exatamente neste momento que “nasce” a taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário). A taxa CDI nada mais é que esta taxa que os bancos cobram um dos outros para emprestar dinheiro entre eles diariamente. Por isso também da existência do termo “CDI diário”.

Essa é a finalidade da taxa SELIC. O BACEN faz o controle da taxa que os bancos irão negociar entre si, de acordo com a meta do Copom. Hoje a SELIC está em 11% ao ano, enquanto o CDI está próximo dos 10,81%. Acredito que agora ficou um pouco mais fácil de entendê-la, certo?


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CDI

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Quanto à taxa CDI, já foi basicamente explicado junto com a SELIC, visto que não tem como separar uma coisa da outra.

Detalhando um pouco mais, a CDI é a taxa que os bancos utilizam como parâmetro para os investimentos de seus clientes, exatamente por ela ser a taxa básica que eles conseguem dinheiro. Os bancos não irão sair perdendo. Por isso que se ele pega emprestado de outro banco a taxa de 10,81% ao ano, pode ter certeza que ele irá emprestar bem mais caro que isso para pessoas físicas/jurídicas. Por isso fazer um empréstimo é tão caro no Brasil.

Por isso ela é denominada taxa básica de juros. Essa é a taxa que vai definir todas as taxas do nosso país, tanto de empréstimos como investimentos. Podemos ir um pouco mais fundo nisso e comparar o Brasil com outros países no mundo, conforme a tabela abaixo (os dados foram retirados do site FXStreet ):

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Essa é a situação do Brasil. Essas são as taxas básicas nestes países, as “SELICs” deles. Mas o que essa taxa tão baixa quer dizer? Quer dizer que um Brasileiro, que tenha dinheiro para investir, poderá investir nesta taxa básica. Um investidor brasileiro consegue a taxa de 11% ao ano emprestando dinheiro para o próprio governo (entraremos em detalhes posts futuros). Enquanto um investidor japonês consegue míseros 0,10% ao ANO!

Isso, economicamente, já diz diversas coisas a respeito do país. Se você consegue uma taxa de 11% com o próprio país, por que se aventurar abrindo um próprio negócio ou investindo em ações correndo um risco enorme, se esses 11% são muito bons e estão garantidos? Um japonês não pode pensar assim. Ele muito provavelmente irá colocar esse dinheiro em ações, visto que uma ação render mais de 0,1% ao ano não é difícil, e se perder um pouco de valor com as ações, também não fariam tanta diferença de ganhar 0,1%.

Inflação

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A inflação muita gente já conhece, por isso será mais um breve comentário.

Inflação nada mais é do que o aumento nos preço do que consumimos. Ou seja, é uma comparação dos preços de vários produtos selecionados, entre uma data e outra data futura. Digamos que a inflação de 2013 foi de 6%, isso quer dizer que, na média, um produto que custava R$ 10,00 no dia 01/01/16 no dia 01/01/2017 estará custando R$ 10,60. Isso, claro, na média.

Mas o que isso tem a ver com meus investimentos?

Bom, para entender isso, vamos exemplificar. Vamos dizer que o José queria muito fazer uma viagem com a família. Ele dispõe de R$ 5.000,00 reais para fazer essa viagem. José pesquisa alguns locais para viajar e acha um lindo lugar aqui no Brasil. Depois de pesquisar, levantas os custos de estadia, gastos com alimentação entre outros, chegou a conclusão que iria custar R$ 5.500,00 para fazer a viagem.

Quer dizer que esse ano não vai da pra fazer a viagem tão esperada. José, como tem um bom relacionamento com o gerente o banco, pergunta o que ele pode fazer. O gerente informa-o de que ele poderá depositar estes R$ 5.000,00 no banco, e o gerente garante que irá retornar para ele R$ 5.500,00 ou seja, exatos 10% do investimento. José fica feliz, faz o depósito na mesma hora, e já começa a se preparar para o próximo ano fazer a viagem.

Pergunto: Com a atual realidade do Brasil, José irá conseguir fazer a viagem conforme o orçamento dele? A resposta é não.

Mas como? Ele fez o levantamento, viu que iria custar R$ 5.500,00 e no próximo ano ele terá estes R$ 5.500,00. É nessa hora que entra a inflação. José fez o levantamento dos custos para aquele ano apenas. Esqueceu que no próximo ano todos os produtos e serviços irão aumentar de preço. Com uma inflação de 6%, por exemplo, os R$ 5.500,00 que José teria de despesa passaria para R$ 5.830,00, inviabilizando a viagem.

Não podemos esquecer que como o fator tempo nos ajuda na hora de investir, também nos tira o poder de consumo por conta da inflação.

Como se proteger deles?

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Esta é a parte mais importante.

Se você quer saber melhor como você pode usar estes conceitos de economia para ganhar dinheiro e proteger seu patrimônio, leia este artigo e também esta segunda parte do artigo.

Você já terá uma ótima base para poder investir com segurança.

Grande Abraço!


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Pós-graduado em finanças pela Fundação Getúlio Vargas e bacharel em Administração. Gestor Financeiro da High Stakes Academy e Consultor Financeiro Pessoal, ajudando diversas pessoas a melhorar sua vida financeira. Estudante e atuante no mercado financeiro desde 2010.

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